Jequié

 

Jequié é um município do estado da Bahia. Está a 365 km de Salvador, no sudoeste da Bahia, na zona limítrofe entre a caatinga e a zona da mata. Jequié é conhecida por ter uns dos climas mais inóspitos do interior da Bahia. Cercada de montanhas, a cidade sofre com o calor durante quase todo o ano. Em dias de verão a temperatura pode chegar a 45ºC.
Mesorregião Centro-Sul Baiano
Microrregião Jequié

Municípios limítrofes Ipiaú, Aiquara, Apuarema, Boa Nova, Itagi, Jaguaquara, Jitaúna, Lafaiete Coutinho, Manoel Vitorino, Maracás.
Distância até a capital 365 quilômetros

Características geográficas
Área 3.035,423 km²
População 145.964 hab. est. 2008
Densidade 49,1 hab./km²
Altitude 215 metros
Clima Semi-árido
Fuso horário UTC-3

 

Fotos

Ficheiro:Praça da bíblia.jpgFicheiro:Vista Jequié.jpgFicheiro:Museu Histórico Jequié.jpgFicheiro:Edifício Santa Helena - lateral.JPG

 

jequie-019

História
O município de Jequié é originado da sesmaria do Capitão-Mor João Gonçalves da Costa, que sediava a fazenda Borda da Mata. Esta mais tarde foi vendida a José de Sá Bittencourt, refugiado na Bahia após fracasso da Inconfidência Mineira em 1789, com sua morte, a fazenda foi dividida entre os herdeiros em vários lotes. Um deles foi chamado Jequié e Barra de Jequié

Em pouco tempo, Jequié tornou-se distrito de Maracás, e se desmembrou em 1897.

A partir de 1910 é que se tornou cidade e já se transforma em um dos maiores e mais ricos municípios baianos.

A 360 km de Salvador, Jequié se encontra no Sudoeste da Bahia, na zona limítrofe entre a caatinga e a Zona da Mata. Completando seu primeiro centenário e prestes a atingir um contingente de 200 mil habitantes.

A cidade se desenvolveu a partir de movimentada feira que atraía comerciantes de todos os cantos da região, no final do século XIX. Pertencente ao município de Maracás de 1860 a 1880, Jequié abastecia as regiões Sudeste da Bahia, assim como a bacia do Rio das Contas. Com sua crescente importância como centro de comércio, a então lineamente às margens do Rio das Contas que, na época, era mais volumoso e estreito, e cercado por uma extensa mata.

Pelo curso navegável do Rio das Contas, pequenas embarcações desciam transportando hortifrutigranjeiros e outros produtos de subsistência. No povoado, os mascates iam de porta em porta vendendo toalhas, rendas, tecidos e outros artigos trazidos de cidades maiores. Tropeiros chegavam igualmente a Jequié carregando seus produtos em lombo de burro. O principal ponto de revenda das mercadorias de canoeiros, mascates e tropeiros deu origem à atual Praça Luiz Viana. Ali veio a desenvolver-se a primeira feira livre da cidade que, a partir de 1885, ganhou mais organização com a decisão de José Rotandano e José Niella, ambos comerciantes e líderes da comunidade italiana, de comprarem todo o excedente dos canoeiros e de outros produtores. Depois da terrível enchente de 1914, que destruiu quase tudo em Jequié, a feira o comércio e a cidade passaram a desenvolver-se em direção às partes mais altas.

Apesar das ações de desmatamento que acabaram por assorear o Rio das Contas, impossibilitando a navegação, a cidade seguiu firma em direção ao progresso e, em 1927, festejou a chegada da estrada de ferro. Nesse tempo, Jequié era a Quarta cidade mais importante da Bahia e teve no comerciante Vicente Grllo seu grande Benfeitor.

CONTRASTE NA PAISAGEM

Cidade bastante pacífica e a sexta populosa da Bahia, Jequié tem um clima agradável que varia de 13 a 36°C e um povo dos mais hospitaleiros. Sua população se destaca pela beleza herdada da mistura das influências originais de índios e negros somados àquelas dos imigrantes italianos e árabes. O topônimo do município, que alguns ainda insistem em escrever sob sua forma de “Jequié”, tem origem na língua dos tapuias, seus primeiros povoadores. Para eles, o termo “Jequié” designava onça ou cachorro. Vale observar que antigamente o jaguar era visto com grande freqüência na região. Situada no médio Rio das Contas e a 215,713m acima do nível do mar, Jequié tem altitude máxima de 376,993m, perto de Jaguaquara, e mínima de 147,573m, nas proximidade de Ipiaú. A capacidade foi edificada em um patamar do planalto baiano e apresenta as seguintes coordenadas geográficas:
13°51’50” latitude sul; 40°04’54” de longitude W. Gr.; O.S.O. – em relação a capital baiana; e 189 Km de distância, em linha reta, de Salvador.

O Rio das Contas, que é o principal da região, tem 508 Km de extensão e nasce na Chapada Diamantina, mais especialmente na serra das Trombas. Na margem direita seus principais afluentes são o Antônio, o Gavião e o Gongogí, enquanto na esquerda recebe o São João, o Sincorá e o Jacaré. É um rio de planalto, diamantífero, de regime torrencial e tem a maior parte do seu curso em terreno metatífico.

Chamado originalmente de Juciape pelos índios, existem várias versões para sua denominação atual. Uma relata que um religioso, ao ver cercado por índios bravios, comentou com o outro sacerdote que o acompanhava: “Hoje, meu irmão, iremos as contas”. Outros mencionam que no leito desse rio se espalhavam pedras redondas e azuladas, semelhantes a contas. Uma terceira versão alega que, nos idos tempos da mineração, mineradores e cobradores do quinto de ouro se encontravam nas proximidades do rio para acerto de contas, daí se originando o nome que prevaleceu.

O município também é cortado pelo rio Jequiezinho, Preto do Costa e Preto de Criciúma, pelos riachos Baeta, Boa Esperança, Catingueiro, Caldeirão do Costa de Cima Clado, Fundo, do Grama, do Golfo, Itapicuru, Jibóia, João Novo Maracás, do Muquem, São João, São Pedro ou Missão e Santa Rosa, pelos córregos de Água Vermelha, Bateia, Castanho, Macuco, Morro Verde e Pelado, assim com pelas lagoas do Barreiro e dos Patos

O grande potencial hidrográfico do município conta ainda com quedas importantes como as dos rios Pau-Brasil, Provisão Calado e Rio Branco, destacando-se sobremaneira a Barragem da Pedra, a poucos quilômetros de Jequié

Em plena zona de transição entre a mata e a caatinga árida, Jequié apresenta paisagens contrastantes. Enquanto na zona semi-árida se cria gado e se sofre os efeitos da seca, na zona úmida se planta cacau e chove o ano inteiro. Ou seja, a mata de cipó e a caatinga arbústica se encontram na região.

Assim, já a partir do início do século, o planalto encravado entre os rios Pardo e das Contas – antes denominado de Sertão da Ressaca -, abasteceu de gado não só o Recôncavo como a própria capital da Bahia, sendo ainda o principal entreposto entre a área cacaueira, de cafeicultor e a criação de gado. Por essa razão, Jequié tornou-se ponto de convergência natural de estrada e de um grande movimento comercial. Aliás, o comércio se firmou como uma das grandes vocações da cidade.

Hoje, Jequié desfruta da posição de importante centro regional e oferece todas as facilidades e confortos da vida moderna.

ASPECTOS SOCIAIS
Realizações de eventos dos mais significativos: corrida ciclística, torneio de futebol, campeonato de vôlei, escolinha de iniciação desportiva, etc.

Jequié possui vários Clubes, entre eles: ACJ (Associação Cultural Jequieense), JTC ( Jequié Tênis Clube), AABB ( Associação Atlética Banco do Brasil), Clube dos Maçons, etc.

Informações Geográficas
Altitude - 216m
Área - 3.313 Km2

CONDIÇÕES GEOGRÁFICAS:
Relevo - planícies, morros e serras
Clima Predominantes - tropical chuvoso e semi-árido
Vegetação - caatinga, mata de cipó e mata tropical
Bacia hidrográfica - Rio das Contas
Principais Rios: Contas, Jequiezinho, Ribeirão da Mata, Preto do Costa e Pau Brasil
Acidentes Geográficos: Serra do Pelado e Casca Morro do Tabocal
Clima: Mínima 13ºC (Julho)
Máxima 36ºC (fevereiro)
Temperatura média anual: 24ºC

LOCALIZAÇÃO:
Sudoeste da Bahia

DISTÂNCIA DA CAPITAL:
360 Km

DISTÂNCIAS DA PRINCIPAIS CIDADES:
FEIRA DE SANTANA 249 km
ARACAJÚ 592 km
RECIFE 1099 km
FORTALEZA 1400 km
ILHÉUS 190 km
VITÓRIA DA CONQUISTA 153 km
GOVERNADOR VALADARES 683 km
RIO DE JANEIRO 1263 km
SÃO PAULO 1713 km
BELO HORIZONTE 1132 km
BRASÍLIA 1872 km
JUAZEIRO 652 km
BARREIRA 776 km

ESTRADAS DE ACESSO:
BR 116
BR 330
BR 101

LIMITES:
N - Maracás, Manoel Vitorino e Boa Nova
S - Jitaúna, Ipiaú e Wenceslau Guimarães
E - Jaguaquara, Itiruçu e Lafaiete Coutinho
O - Itagí e Aiquara

DISTRITOS:
Florestal, Itaibó, Boaçú, Itajuru, Monte Branco, Baixão, Oriente Novo e Barra Avenida.

POVOADOS:
Tamarindo, Campo Largo, Santa Rita, Nova Esperança, Boa Vista, Humaitá, Santa Clara, Barragem da Pedra, Água Vermelha, Rio das Pedras, Morro Verde, Deus Dará, Cachoeirinha, Rio Preto do Costa e Marcela.

DATA DA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA:
25 de outubro de 1897

PADROEIRO:
Santo Antônio(13 de junho)

Economia
A pecuária e a agricultura foram a base de todo desenvolvimento de Jequié. O município tem uma diversidade produtiva no que refere à agricultura, destacando-se o cacau, o café, a cana-de-açúcar, maracujá, melancia entre outros.

No setor pecuário sua força se concentra principalmente na bovinocultura e caprino cultura.

O setor mineral é contemplado com a exploração de jazidas de granito das variedades "Kashmir Bahia" e "Verde Bahia". Possui ainda reservas de ferro, mármore e calcário.

Outro fator importante na economia do município é o Poliduto de derivados de petróleo e álcool, que proporcionou a implantação das bases de distribuição das maiores empresas do setor, tais como: Petrobrás, Esso, Shell e outras. Tendo Jequié à condição de principal centro de distribuição de derivados de petróleo indo até parte de Minas Gerais e Espírito Santo. A capacidade de armazenamento da base de distribuição é de 57.000 barris de álcool, 40.000 barris de gasolina, 154.000 barris de óleo diesel e 288.000 barris de GLP - gás de cozinha. Capacidade essa que já está quase que triplicada com a implantação da unidade de retribuição das principais distribuidoras de combustível do país.

O comércio da cidade é bem diversificado e absorve boa parte das pessoas empregadas. O município tem uma posição estratégica na microrregião e é responsável por parte de seu abastecimento. Jequié possui 302 empresas do setor industrial (micro, pequena, média e grandes empresas), 1.020 do setor de comércio, 1.230 do setor de prestação de serviços e cinco agências bancárias: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Banco do Nordeste. A cidade ainda conta com um Distrito Industrial formado por 24 empresas voltadas para produção de alimentos, calçados e confecções, que emprega ao todo mais de 1.400 funcionários.

Educação


Antigo Grupo Escolar Castro Alves, construído pelo interventor federal Juracy Magalhães em 1934. Hoje abriga o Museu Regional de Jequié. Principais estabelecimentos de ensino público na cidade
IERP - Instituto de Educação Régis Pacheco
Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães
Colégio da Polícia Militar Magalhães Neto
Polivalente
Centro Educacional Presidente Médici
Principais estabelecimentos de ensino privado
CEMS - Centro Educacional Ministro Spínola
CAP - Colégio Antônio Pinheiro
Colégio Dinâmico
Colégio Social
Colégio Campus
Colégio Matisse
Colégio Bem-Me-Quer
Escola Menino Jesus de Praga
Universidades
UESB - Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
FTC - Faculdade de Tecnologia e Ciências
FIJ - Faculdades Integradas de Jequié

Saúde
Jequié conta com o HGPV (Hospital Geral Prado Valadares), um hospital regional da rede SUS e referência para aproximadamente 30 municípios. Fundado em março de 1947, conta com 155 leitos e é campo de estágio para estudantes da área de saúde da UESB, FTC e Escola Técnica de Enfermagem.

SAMU JEQUIE

SAMU 2

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Possui ambulatórios de urologia, pediatria, ortopedia, ginecologia, psiquiatria e neurologia, onde realiza internamentos nas especialidades de pediatria, clínica médica, obstetrícia, cirurgia geral e psiquiatria, com cerca de 11.500 atendimentos ambulatoriais por mês. É o único hospital da cidade que presta atendimento a grandes emergências na região.

Esporte
Estádio Waldomiro Borges
Associação Desportiva Jequié
É um time de futebol da cidade de Jequié (Bahia). Foi fundado em 20 de novembro de 1969. Seu mascote é um bode. Seu uniforme é camisa amarela com listras azuis e brancas, calção azul e meias azuis. Seu estádio, Valdomiro Borges, o “Valdomirão”, tem capacidade para 10 mil pessoas.


Está licenciado do futebol profissional desde o ano de 2004, participando apenas de campeonatos intermunicipais.

Festas
Junho: Trezenário de Santo António de Pádua (padroeiro) e Festa de São João.
Julho: Desfile Cívico no dia 2 de julho (Independência da Bahia).
Outubro: Desfile Cívico no dia 25 - aniversário da cidade.
Religião
A maioria da população é cristã, sendo uma grande parte pertencente a Igreja Católica, e outra menor, mas expressiva, de protestantes.